É Preciso organizar vários grupos com o mesmo ideal de Defesa do Estado Democrático de Direito e da Ética na Política -“Terços da Transformação”, para através de redes do conhecimento e de redes de informação fazer com que uma mudança política e social, radical, seja esperada, e com o passar do tempo aconteça e vire numa certeza para nossa sociedade.
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GUERRA HÍBRIDA, Nova via Violenta para a Tomada do Poder
GUERRA-HIBRIDA Nova via Violenta para aTomadadoPoder. É preciso criar novas estratégias de Defesa do Estado Democrático de Direito , jus...
segunda-feira, 26 de agosto de 2024
Notas Estratégicas BR – Operadores Wagner na Venezuela desestabilizam região
ALMA DE SOLDADO
(Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa, 25 Ago 2024)
Movido pelo ideal, o soldado e um guerreiro com alma. Soldado sem alma e
mercenário. A servidão de sacerdócio e maior do que a do cidadão patriota, pelo
dever moral que assumiu de servir a pátria com o sacrifício da própria vida.
A grandeza do verdadeiro soldado vem da fé na missão e do cumprimento do
compromisso com abnegação e dignidade.
Com os justos encômios creditados ao Patrono do Exército na data do seu
aniversario, cabe relembrar o exemplo de força moral e sua consequente expressão
política para os destinos do Imperio, como legados de Caxias as gerações futuras.
Conservador a serviço de liberais, Caxias sobrepôs o interesse da pátria as
próprias preferencias partidárias, ao aceitar o comando das operações no Paraguai.
Em um ano e quatro meses de trabalho leal, quando restabeleceu a higidez e o moral
da tropa, viu-se enredado em intrigas no gabinete, sem o apoio necessário e com
quebra do respeito devido ao comandante-em-chefe no Ministerio da Guerra.
A dignidade do soldado aflorou na resposta: “Com este ministro, eu não fico.”
O ultimato ecoou no Conselho de Estado, onde o voto de minerva de Nabuco de
Araujo expressou o dilema liberal: “É um funesto precedente para o sistema
representativo a demissão do ministério por imposição do general”. No entanto, teve
de reconhecer que o gabinete não teria forças para afastá-lo sem sucumbir a
impopularidade e a fatalidade do prolongamento da guerra.
Submetido o caso ao Imperador, prevaleceu o discernimento do estadista.
Dom Pedro II demitiu todo o gabinete Zacarias de Goes, a 17 de julho de 1868, e deu
posse ao gabinete conservador do Visconde de Itaboraí. Prestigiado, Caxias
prosseguiu na missão e decidiu a guerra.
O simbolismo do 25 de agosto ressoa no soldado como apelo arquetípico da
sua vocação, renovando o juramento de sacrifício das próprias conveniências.
Viva o Duque de Caxias! Salve o Dia do Soldado!
quarta-feira, 21 de agosto de 2024
GUERRA DA RESISTÊNCIA BRASILEIRA
GUERRA DA RESISTÊNCIA BRASILEIRA
Pinto Silva Carlos Alberto[1]
1. A GUERRA DA RESISTÊNCIA BRASILEIRA
"Fuzis, audácia e capacidade de durar na ação, ainda são fatores decisivos"
É verdade que as teorias não substituem a experiência real de guerra, mas também é certo que essas teorias sempre apresentarão erros que devem ser evitados. Boas teorias, confirmadas por acontecimentos de guerras e unidas à história militar, formarão uma verdadeira escola de instrução para os Comandantes, seus Oficiais e Praças.
O Exército deverá antecipar os prováveis conflitos do milênio, por meio de análise de trabalhos publicados e de estudos prospectivos. Em função desses prováveis conflitos (tipologia e características) serão estabelecidas e desenvolvidas as doutrinas e as tecnologias pertinentes.
"A vitória sorri àqueles que antecipam o caráter da guerra e não aos que esperam para se adaptar depois que ela ocorre". (Giulio Douhet (1869-1930) – general italiano, teórico do Poder Aéreo e autor do livro "Domínio do Ar")
Para esse propósito necessita aperfeiçoar e desenvolver a doutrina da Guerra da Resistência Brasileira, no domínio de uma GUERRA CONVENCIONAL, 3ª,4ª e 5ª WG, apoiada por uma Guerra Irregular, prevendo, também, o adestramento de forças regulares de todos C Mil A, considerando que a escolha do local será feita pelo invasor.
Considerar as ações em ambiente urbano, pois são decisivas para os objetivos da Guerra da Resistência. O combate de resistência não pode ser encarado como exclusividade das operações de selva pois, contra um inimigo decisivamente superior, as ações devem ocorrer em qualquer ambiente onde ele possa ser debilitado em sua vontade de lutar. Tal medida será um fator de motivação profissional capaz de minimizar, inclusive, efeitos negativos de possíveis restrições de recursos.
1.1 O GRANDE DESAFIO E UMA POSSÍVEL SOLUÇÃO
Como combater e vencer um inimigo incontestavelmente superior em poder de combate, de modo a preservar a nossa soberania e a integridade da nação, como a recebemos de nossos antepassados e como temos a obrigação de passá-la aos nossos filhos
A resposta poderá ser a Doutrina da Resistência Brasileira, combate não convencional, de longa duração, do tipo Guerra Irregular.
A Guerra da Resistência encontra raízes na Batalha de Guararapes, que assinala o surgimento do embrião do Exército Brasileiro onde, utilizando táticas nativas, fundamentadas no emprego de pequenos efetivos e no judicioso aproveitamento do terreno, um amálgama de brasileiros, índios, brancos e negros, expulsou o invasor holandês, de reconhecido valor militar.
Sendo, também, essa forma de luta um recurso usado por forças regulares, quando não mais for possível atuar convencionalmente, e contra um oponente cujo poder de combate seja incontestavelmente superior, a vitória final não será viabilizada pela eliminação das forças inimigas e sim pela anulação de sua vontade de continuar combatendo.
1.3 ASPECTOS A SEREM SALIENTADOS
A Guerra da Resistência como forma de condução de uma guerra convencional já vem sendo objeto de estudos estratégicos muito importantes, que permitem realizar este tipo de operação segundo conceitos que aumentam consideravelmente a eficiência e, por conseguinte, permitem o desequilíbrio das forças materiais entre exércitos como os de países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Identifica-se a ocorrência de Guerra da Resistência como forma de condução de uma guerra convencional, particularmente onde tropas regulares não conseguem operar ou onde forças regulares de uma nação são fracas demais para fazer frente a um adversário com indiscutível superioridade militar.
A Guerra da Resistência pode também preparar e auxiliar a guerra convencional, complementando, apoiando, ampliando este tipo de guerra com atividade de Guerra Irregular.
Uma "administração de crises" com meios de Guerra da Resistência preparada a partir de uma perspectiva de longo prazo pode, finalmente, ser empregada para demonstrar ao mundo a possibilidade de se contrapor a um ataque de forças convencionais, e desse modo, contribuir para a dissuasão a uma agressão potencial e para manutenção de paz.
"Ao militar, responsável pela segurança externa do país, não cabe achar que não é possível ou dar preferência às suas simpatias. Cabe-lhe tomar que a consequência da imprudência não resulte apenas em monumento à bravura dos mortos e derrotados e nas promessas de que algum dia será retomado aquilo que foi subtraído".
A história está repleta de exemplos de exércitos que foram
derrotados por deixarem de realizar as necessárias mudanças no tempo devido.
Na insuficiência de meios para enfrentar a guerra tecnológica, a proposta é empregar a "Guerra Primitiva", do passado, em apoio a uma Guerra Convencional, que, com ajuda incondicional da população, será vencedora, se houver, desde já, uma eficiente, eficaz e efetiva preparação para lutar contra um invasor poderoso numa guerra de longa duração.
2. UMA NOVA DOUTRINA
Os grandes conflitos da história mostraram a influência da Doutrina Militar para a vitória.
Para que novas Doutrinas sejam aceitas e solidificadas, as mudanças devem iniciar-se desde o interior do próprio indivíduo, criando uma consciência, que o faz aderir às novas ideias, de uma maneira mais eficaz que a imposição através da autoridade hierárquica.
Há necessidade do desapego a dogmas, do rompimento com a rotina, de uma análise e de um estudo das guerras do passado, de onde se retiram grandes lições, sempre atuais e válidas e muitas vezes esquecidas.
Vencer guerras limitadas, de alta tecnologia, empregando uma antiga estratégia com novas táticas e modernos armamentos, com uma nova doutrina de preparo e emprego, onde a vontade de lutar e o conhecimento profissional não possam ser substituídos por aquilo que nos é ditado pelas emoções perante o perigo e a falta de segurança, estes são alguns dos desafios.
Há necessidade não só de uma nova Doutrina, mas de um Exército, e de Soldados obstinados e convenientemente adestrados: A guerra será decidida por fatores morais, não pelas armas.
Uma nova Doutrina, moderna e em constante evolução.
Um Exército de militares dedicados e decididos a lutar, onde o homem será fator preponderante, disciplinado, voltado para a atividade fim, onde a seriedade, o respeito e a camaradagem estarão sempre presentes.
Um Soldado participante, com conhecimento profissional e vontade de lutar, e não um mero cumpridor de ordens.
O desafio será, portanto, o HOMEM e o seu PREPARO para atender o EMPREGO em uma nova CONCEPÇÃO ESTRATÉGICA, que visa a enfrentar exércitos possuidores de alta tecnologia militar, a DOUTRINA DA RESISTÊNCIA.
3. A ESTRATÉGIA INDIRETA[2] NA GUERRA DA RESISTÊNCIA
"Aprendamos a sobreviver na paz e a salvar o que dela nos resta. Aprendamos a estratégia indireta."
A opção pela estratégia indireta ocorre em função da inexistência de uma superioridade dos meios militares e/ou da falta de liberdade de ação e/ou da convicção que a solução para o conflito pode e deve ser obtida sem o emprego da violência ou com o emprego da violência, mas sem preponderância da Expressão do Poder Militar Nacional.
O método indireto usa qualquer uma das Expressões do Poder Nacional, que não o militar, para persuadir ou coagir o adversário a aceitar uma solução do conflito; a Expressão Militar contribui de forma complementar, já que o Poder Nacional é indivisível. Basicamente emprega a:
- Persuasão - Meios Diplomáticos e Jurídicos;
- Coerção - Meios Políticos, Econômicos ou Psicossociais.
Portanto, a Estratégia Indireta é "A arte de saber explorar, ao máximo, a estreita margem de liberdade de ação que escapa da dissuasão pelas armas e conseguir sucessos decisivos, apesar da limitação, por vezes extrema, dos meios militares que podem ser empregados."
Na Estratégia Indireta temos:
- Manobra Exterior;
- Manobra Interior.
3.2. Manobra Exterior
A situação vivida na atual conjuntura brasileira é a de paz relativa, uma Guerra Política[3] Permanente, não há inimigo e sim Estados desencadeando ações hostis em defesa dos seus interesses. Está acontecendo um "Conflito na Zona Cinza", (zona cinzenta entre as noções tradicionais de guerra e de paz) caracterizado por uma intensa competição política, econômica, informacional, mais acirrada que a diplomacia tradicional, porém inferior à guerra convencional, realizada por Estados[4] que têm seus interesses desafiados pelo Brasil.
O termo "Permanente", por sua vez, não possui relação direta com a duração das guerras. Diz respeito, na verdade, à condição assumida pelo Estado de que qualquer ação de política externa, em defesa de interesses nacionais, é um "conflito na zona cinza", que se caracteriza por uma intensa competição política, econômica, informacional e militar, mais acirrada que a diplomacia tradicional, mas deliberadamente concebida para permanecer abaixo dos limites de um conflito militar convencional.
Conduzida sobre o tabuleiro de xadrez mundial, em que o essencial da luta não se joga no terreno dos combates, mas fora dele.
Em estratégia, mais do que em outros domínios, é preciso saber distinguir o essencial do acessório.
Na estratégia indireta, o essencial sendo centrado na busca da liberdade de ação, o interesse vai se concentrar nos meios indiretos capazes de assegurá-la; é aí que o esforço deve ser feito em prioridade.
A manobra exterior consiste em realizar o máximo possível de dissuasões: a escolha destas pode ser feita partindo das vulnerabilidades do sistema adverso, opinião pública interna, economia, tabus da psicologia humana, tráfico de drogas, terrorismo etc.
Disto, deve-se deduzir a linha política. É preciso notar que uma linha política defensiva teria um fraco valor de dissuasão, porque a chave da dissuasão é a capacidade de ameaçar. É preciso uma linha política ofensiva.
Deve-se partir dos pontos fracos do inimigo e não de nossas concepções morais e filosóficas, é preciso que nosso sistema de ataque seja concebido em função dos que se quer convencer.
Outro elemento do prestígio dissuasório é estabelecer a credibilidade da nossa capacidade e vontade de reagir lutar e vencer, é a posse de uma doutrina dinâmica, portanto rejuvenescida, que poderá conduzir a este resultado. Enfim, o prestígio resulta, em parte, do temor que se pode inspirar.
Ressaltamos, ainda, como Manobra Exterior:
- Atuação decidida na ONU, na OEA, no BRICS, e no MERCOSUL expondo a Guerra Política desencadeada por alguns países visando atingir o Brasil, e desestabilizar autoridades e a economia;
- Busca de apoio em países, que já fizeram declarações favoráveis ao Brasil; e;
- Procurar as multinacionais instaladas no Brasil discutindo as vantagens de um bom relacionamento entre Brasil e seus países.
3.3. MANOBRA INTERIOR
A manobra interior deve ser executada na área onde se desenvolve o conflito, com o objetivo de incrementar e preservar o moral da população e das forças regulares e/ou irregulares amigas, por meio da exploração de ideias-força como patriotismo e independência nacional, ao mesmo tempo em que se busca corroer o moral do oponente e de seus aliados na zona de conflito.
3.3.1. DURAÇÃO
Quando forças materiais são pequenas, devemos compensá-las através de forças morais excepcionalmente grande e uma manobra necessariamente longa, visando a atingir o objetivo, menos por uma vitória militar do que pela manutenção de um conflito prolongado, concebido e organizado para tornar-se cada vez mais pesado para o adversário, utilizando a estratégia da RESISTÊNCIA.
A Estratégia "desenvolve-se através de um conflito prolongado, de caráter total, tendo, na maioria das vezes, fraca intensidade, normalmente à base de ações irregulares, e busca obter a decisão pelo desgaste moral e o cansaço material. Nesta forma de atuar é fundamental 'saber durar' ".
Assim sendo, a operação se desenvolve em dois planos, simultaneamente: o plano material das forças militares e o plano moral da ação psicológica.
3.3.2. PLANO MATERIAL DAS FORÇAS MILITARES
No plano material trata-se, de início, de saber durar. Estando-se em grande inferioridade de meios, só se pode esperar sobreviver recusando o combate e empregando-se uma tática de inquietação para manter a existência do conflito. Isto conduz à GUERRA DA RESISTÊNCIA, velha como o mundo e no entanto esquecida e reaprendida a cada geração.[5]
A GUERRA DA RESISTÊNCIA como forma de condução de uma guerra convencional vem sendo objeto de codificações estratégicas muito importantes, que permitem conduzir este tipo de operação segundo conceitos racionais, que lhe aumentam muito a eficiência, e, por conseguinte, permitem reduzir consideravelmente o desequilíbrio das forças materiais.
3.3.3. PLANO MORAL DA OPERAÇÃO PSICOLÓGICA
No plano psicológico, a ideia geral é ainda saber durar. Para isto, é indispensável que as forças morais dos combatentes e da população sejam desenvolvidas e mantidas a um nível elevado. Simetricamente é preciso levar o adversário a ceder pelo cansaço.
Esta ação psicológica é complexa, pois deve dirigir-se simultaneamente à população e aos combatentes amigos. Ela repousa sobre dois elementos principais: a "linha política de base" e a "escolha da tática psicológica".
A linha política de base, que deve estar em harmonia com a linha política necessária à manobra exterior, deve ser tal que possua capacidade de mobilizar, com vista à luta de paixões do povo que deseja emocionar. Além disso, estas paixões (patrióticas, religiosas, sociais etc.), devem ser apresentadas segundo uma orientação que demonstre a justiça da causa que se quer apoiar.
As táticas psicológicas comportam técnicas bem conhecidas de propaganda e de organização da população, por meio de um enquadramento cerrado e cuidadosamente vigiado. Mas, neste gênero de guerra é sobretudo indispensável compreender que os únicos sucessos são de ordem psicológica e que, portanto, as ações materiais só têm interesse por seu valor no sentido de levantar o moral, o prestígio dos combatentes ou da população.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Brasil não deve permitir que a DEFESA DA SUA SOBERANIA CONTRA PAÍSES DO 1º MUNDO passe a ser um assunto URGENTE, para tanto deve se preparar para fazer frente a esse tipo de ameaça.
"A vontade não trabalha no vácuo. Não pode ser imposta com sucesso se aplicada contrariando a razão. As coisas não acontecem na guerra
porque um homem quer e sim porque são exequíveis". (Brigadeiro General Samuel Lyman Atwood Marshall, historiador militar EUA)
4.1 DISSUASÃO – UMA FORMA DE RESOLUÇÃO A SER CONSIDERADA
A dissuasão estratégica "é o conjunto de instrumentos, que utilizam o poder de influência (Soft Power) e poder coercitivo (Hard Power), mediante o emprego de ferramentas de (des)informação, cibernéticas, econômicas, militares e políticas, tanto ofensiva quanto defensivamente, de modo contínuo, independentemente de ser tempo de paz ou guerra, em busca de prevenir conflitos violentos, reverter a escalada de conflitos militares (ou cessá-los no início) ou estabilizar situações político-militares em (potenciais) (coalizões de) Estados de interesse adversários, em condições favoráveis para o nosso país.[6]
A dissuasão não cessa após a eclosão de um conflito. Ela continuará a empregar seus instrumentos ao longo de todas as fases de uma crise político-militar, na tentativa de controlar sua escalada e garantir condições favoráveis.
4.2 GUERRA DE INFORMAÇÃO – UM DESAFIO A SER VENCIDO
O Ocidente considera as medidas não militares como formas de evitar a guerra, enquanto a Rússia as considera armas de guerra.
A 'Guerra de Informação' são ações ofensivas e defensivas na dimensão informacional, destinadas a obrigar adversários a se submeter à vontade de um ator por meio do emprego de operações cibernéticas, operações psicológicas, guerra eletrônica, segurança de operações e dissimulação militar.
Um documento sobre estratégia russo de 2011, "Convention on International Information Security" ("Convenção sobre Segurança de Informação Internacional"), define Guerra de Informação como um "conflito entre dois ou mais Estados no espaço informacional com o objetivo de causar danos a sistemas, processos e recursos de informação, bem como a estruturas de vital importância e de outra natureza; minar sistemas políticos, econômicos e sociais; realizar campanhas psicológicas em massa contra a população de um Estado para desestabilizar a sociedade e o governo; e forçar um Estado a tomar decisões no interesse de seus oponentes".
4.3 MEDIDAS FUNDAMENTAIS - MANOBRA INTERIOR
- Despertar o interesse da sociedade pelos assuntos de defesa;
"Se o próprio povo não estiver preparado para, se necessário, tomar parte da defesa do seu país, não poderá em longo prazo ser protegido". (Clausewitz)
- Arranjar a harmonização dos três Poderes em assuntos de defesa e política externa;
- Combinar o emprego de forças militares com as ferramentas tipicamente de Estado;
- Buscar a integração das diversas ferramentas do Poder Nacional e dos grupos não estatais em benefício da defesa dos interesses nacionais do país, forçando o oponente a confrontar vários campos de batalha, simultaneamente;
- Permitir o uso todos os elementos do Poder Nacional, em uníssono e com a combinação certa de instrumentos diplomáticos, econômicos, militares não cinéticos, políticos, jurídicos e culturais para cada situação;
- Obter a participação da própria população na defesa da soberania da nação;
"A guerra é travada por uma" Tríade Extraordinária "composta por Governo, Forças Armadas e Povo. Uma teoria que ignore qualquer desses três elementos entraria de tal maneira em conflito com a realidade que só por esse motivo ela se tornaria inteiramente inútil". (Clausewitz)
- Entendimento de que todos os fatores do Poder Nacional possuem uma estreita dependência do poder econômico, a ciência de bem aplicá-los na defesa da nossa soberania está na sua integração e harmonização;
- Alcançar a excelência nas atividades de guerra em rede, de inteligência artificial, segurança cibernética, espionagem eletrônica, e o uso de drones como base de fogos e operações de inteligência.
- Procurar que todos os brasileiros, ou a sua maioria, saibam o que é um "Conflito na Zona Cinza[7]"; e
- Usar a Guerra Assimétrica Reversa[8] e a Assimetria Estratégica[9];
"Fizemos ontem... Faremos Sempre... Guararapes... E surgiu o Exército".
[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Ex-comandante do 2º BIS e da 17ª Bda Inf Sl, Chefe do EM do CMA, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES.
[2] Resumo de ideias retiradas de notas de aula da ECEME, de artigos de André Beaufre e ideias pessoais.
[3] "O uso de todos os meios de disponíveis de uma nação para alcançar objetivos nacionais sem entrar em guerra". É uma Guerra Política permanente na Guerra de Nova Geração.
[4] França e Alemanha.
[5] "Guerrilha – Wikipédia, a enciclopédia livre"
[6] Baseado em visão Russa de Dissuasão. ww.uptake.ut.ee/wpcontent/uploads/2019/03/Okke_Lucassen_WP2.pdf.
[7] "A Zona Cinza se caracteriza por uma intensa competição política, econômica, informacional e militar, mais acirrada que a diplomacia tradicional, porém inferior à guerra convencional".
[8] "Todo e qualquer tipo de conflito bélico em que, pelo menos em algum momento, existe a efetiva limitação ou, em termos mais precisos, autolimitação do emprego da evidente superioridade militar e, particularmente, tecnológica no campo de batalha".
[9] "Em questões militares e de segurança nacional, a assimetria estratégica significa agir, organizar e pensar diferentemente do adversário para maximizar os esforços relativos, aproveitando suas fraquezas, e adquirir maior liberdade de ação" (Steven Metz).
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
Gen Pinto Silva – Países Desgarrados
segunda-feira, 5 de agosto de 2024
Capacidades de Guerra Irregular da VENEZUELA na Fronteira com o BRASIL
sábado, 27 de julho de 2024
Notas Estratégicas BR – É hora de decidir !
Editor-Chefe DefesaNet
quinta-feira, 18 de julho de 2024
MOBILIZAÇÃO POLÍTICA
domingo, 14 de julho de 2024
Argentina – Desfile de 09 Julho Recupera a Dignidade das Forças Armadas
O Presidente da Nação, Javier Milei, liderou hoje um grande desfile militar para comemorar o Dia da Independência. Tudo aconteceu na Avenida Del Libertador, no bairro portenho de Palermo.
sexta-feira, 28 de junho de 2024
GOVERNO LIBERAL DE DIREITA.
GOVERNO LIBERAL DE DIREITA.
Um governo liberal de direita é caracterizado por políticas que enfatizam a liberdade individual, a livre iniciativa e a minimização da intervenção do Estado na economia. Algumas vantagens frequentemente associadas a esse tipo de governo incluem:
1. "Promoção da liberdade individual". Um governo liberal de direita defende geralmente a liberdade individual, permitindo que as pessoas tomem decisões pessoais sobre suas vidas e sejam responsáveis por suas próprias escolhas.
2. "Estímulo ao empreendedorismo e inovação". Políticas que promovem a livre iniciativa e reduzem regulamentações excessivas podem incentivar o empreendedorismo e a inovação, levando ao crescimento econômico e à criação de empregos.
3. "Menor intervenção do Estado na economia". Governos liberais de direita geralmente acreditam em uma intervenção mínima do Estado na economia, o que muitas vezes resulta em mercados mais eficientes e competitivos.
4. "Ênfase na responsabilidade individual". Esses governos tendem a enfatizar a responsabilidade individual, encorajando as pessoas a assumirem responsabilidade por suas ações e consequências.
5. "Redução da burocracia". Ao reduzir a intervenção governamental, os governos liberais de direita geralmente buscam diminuir a burocracia e simplificar os processos, tornando a vida mais fácil para os cidadãos e as empresas.
sexta-feira, 14 de junho de 2024
REMINISCÊNCIAS DA
PROFISSÃO
(por Maynard Marques de
Santa Rosa)
Na guerra, o que é
moral está para o que é material, assim como 3 está para 1(Napoleão Bonaparte).
Napoleão
intuiu perfeitamente o valor da motivação como indutor do poder de combate e da
liderança como catalisador dessa energia. Seu mais célebre adversário, o Duque
de Wellington, afirmou que a simples presença do Imperador no campo de batalha acrescia
o poder de combate francês com o equivalente a uma divisão inteira.
Há pouco
tempo, o povo do Vietnã demonstrou para o presidente Gerald Ford que camponeses
raquíticos altamente motivados eram capazes de superar o poderio militar mais
pujante que já existiu na História. Portanto, a força moral da dimensão humana
é o que realmente conta, e não a riqueza material.
A
conjuntura atual do nosso País mostra uma estabilidade aparente, semelhante à paz
dos pântanos, onde o impacto de um pedregulho provoca uma onda que traz à tona
a lama do fundo e a espalha pela superfície. O que deu causa à insalubridade
social existente foi a ausência de dissuasão militar durante a crise de
transição de governo. Para entender que se trata do desfecho de um longo
processo, passo a descrever o produto da minha observação pessoal ao longo da
vivência dos altos escalões, a partir de 1995.
A
autoridade militar no Brasil vem sendo mitigada, progressivamente, pela legislação.
O processo é deliberado e imita a metáfora do sapo cozido, isto é, “Aumentando-se
a temperatura da panela, gradualmente e de forma sutil, o sapo não reage e se
mantém acomodado, até que, ultrapassado o limite suportável, ele morre”.
A
escalada começou na Constituinte de 1988, sob motivação revanchista. A “Constituição
Cidadã” extinguiu o Conselho de Segurança Nacional (CSN), que representava a
expressão militar no cenário político e tinha poder de veto dos empreendimentos
nas áreas de Segurança Nacional, como a Faixa de Fronteira. Após extinto,
passaram a proliferar as reservas indígenas, quilombolas e ambientais na
Amazônia, patrocinadas por milhares de ONGs estrangeiras. E o Poder Militar
ficou representado pelos ministros militares.
Em 1995,
o governo do PSDB deu um impulso à escalada, com a introdução do conceito de
teto histórico no orçamento militar e a redução de poder imposta aos comandantes
militares de áreas, que perderam a atribuição de decretar prontidões e de empregar
a tropa, passando a competência para o ministro do Exército. Posteriormente, o próprio
ministro perdeu essa atribuição, que ficou restrita ao Presidente e aos demais Poderes
da República.
O passo
seguinte foi a decretação do PNDH-1 (Plano Nacional de Direitos Humanos). Com
base nele, criou-se a Comissão de Anistia e iniciou-se a perseguição aos
antigos agentes da repressão. A primeira vítima foi o Cel Carlos Alberto
Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI do II Exército (Destacamento de Operações de
Informações), que foi difamado pela mídia, sem direito de defesa, e processado
na Justiça. A Instituição militar limitou-se a um apoio jurídico discreto e
informal. Seguiram-se os “casos” Avólio e Fayad, igualmente indefesos.
Em
1998/1999, houve o lance decisivo da implantação do Ministério da Defesa. A modernização
das estruturas de Defesa era uma necessidade estratégica, para garantir a interoperabilidade
das Forças, racionalizar os gastos e otimizar a produtividade. No entanto, a
motivação política era revanchista e tinha a intenção de limitar o papel
histórico do estamento militar, o que afetou a configuração e a mentalidade do
novo ministério.
O
ministro do Exército foi surpreendido com a solicitação de um representante da Força
na Comissão de Trabalho, já com agenda marcada para o dia seguinte. Até então, sequer
queria ouvir falar do assunto. Ante o inesperado, atribuiu-me a missão de representar
o Exército, devendo providenciar, no prazo de 24 horas, uma relação das atividades
comuns às Forças Singulares, passíveis de integração. O grupo de trabalho era
chefiado pelo ministro da Casa Civil, Clóvis Carvalho, e incluía o chefe do
Gabinete Militar e representantes do MARE (Ministério da Administração e
Reforma do Estado), Relações Exteriores (ministra Maria Laura), EMFA, Exército
(eu), Marinha (CMG José Antônio de Castro Leal) e da Aeronáutica (um oficial
PTTC). O Gen Cardoso chefiou a subcomissão de atividades comuns passíveis de
integração.
Até
então, as Forças Armadas tinham subestimado o projeto. O Decreto deflagrou um
clima de perplexidade e competição. A Marinha teve uma reação corporativista.
Seu ministro flertava com a solução mexicana, onda há uma Secretaria da
Marinha, autônoma e
paralela
à Secretaria de Defesa. Parecia uma saída inviável, por ser o Brasil banhado
por um único oceano, enquanto o México se defronta com o Golfo do México e o
Pacífico Norte; daí, possuir duas esquadras. As propostas foram centralizadas,
retirando a liberdade de ação do seu representante, que só podia opinar a cada
sessão seguinte, após ouvido o chefe.
O chefe
do EMFA parecia almejar o futuro cargo. O ministro da Aeronáutica, aparentemente,
lavou as mãos e ignorou o processo. Seu representante na Comissão era um
oficial PTTC em regime de rodízio. Portanto, as Forças Armadas defrontaram-se
com o
desafio
despreparadas e enfraquecidas pela desunião. Disso se aproveitou o chefe da
Casa Civil para impor o projeto do PSDB, baseado na ideologia do “Controle
Civil Objetivo”, de Samuel Huntington, que tem como lema: “A chave do cofre e a
caneta em mãos civis”.
Percebi a
tempo a intenção do governo de centralizar no futuro MD os fundos institucionais
das três Forças e seus respectivos centros de Inteligência e de Comunicação Social.
Avisei ao ministro, que conseguiu impedir a fusão dos Centros, mas não pôde
evitar a inclusão do Fundo do Exército na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Contudo,
promovido em março de 1998, fui nomeado comandante da 10ª Bda Inf Mtz
(Recife/PE) e liberado da Comissão, perdendo o contato com o assunto.
A Medida
Provisória que, posteriormente, instituiu o MD, foi redigida sem consulta às
Forças, e conferiu ao novo ministro atribuições inerentes a um comandante civil
interposto entre os comandantes militares e o comandante supremo.
Criado o
MD em 1999, o Poder Militar caiu para o 2º escalão e passou a ser representado
pelos comandantes das Forças Armadas, que são escolhidos pelo Presidente.
Em 2007,
já no último posto da carreira, fui exonerado do Ministério da Defesa antes do
término da minha comissão, após duas audiências em que representei o ministro
Valdir Pires no Congresso e revelei a realidade das ONGs estrangeiras na
Amazônia e os interesses por trás da demarcação da reserva indígena
Raposa-Serra do Sol.
Em
outubro de 2008, a escalada prosperou, com a criação da Comissão da Verdade. A
resistência militar foi aplacada por um acordo negociado pelo novo ministro da
Defesa, em que as investigações seriam estendidas ao período do Estado Novo.
Por óbvio, considerei a solução insuficiente, já que não mais existiam
integrantes do governo Vargas a serem investigados. Mas fui voto vencido e,
para não me sentir omisso, fiz vazar na internet a mensagem que classificava a
Comissão da Verdade como comissão da calúnia. O governo retaliou novamente,
mandando me exonerar da chefia do DGP. A decisão foi absorvida passivamente
pela Força. Houve até comentários de que a minha atitude mais prejudicava do
que ajudava a Instituição. E um companheiro chegou a me desaprovar em
particular, ao comentar que: “Cada um de nós é responsável pelos seus próprios
atos”.
Em 2019,
o governo Bolsonaro, inspirado no discurso dos valores morais, confiou cargos
de confiança a quadros da ativa e da reserva, mas não se preocupou em corrigir
as anomalias remanescentes. Em vez disso, contribuiu para desabonar ainda mais
o estamento militar e reforçar a prevenção política, ao exonerar em massa os
comandantes das Forças Armadas, em março de 2021. Como de costume, as
instituições absorveram o choque com naturalidade.
Portanto,
a reação à crise de 8 de janeiro de 2023 era perfeitamente previsível. É notório
que houve imprevidência dos comandos, ao tolerarem concentrações populares em áreas
de segurança dos quarteis. Ao admiti-las, ficou subentendido para o povo que:
“quem
cala,
consente”. O desfecho em Brasília, onde mais de 900 acampados da praça dos
Cristais terminaram expulsos e confinados pela Polícia Federal, fez desmoronar
a credibilidade institucional e maculou fortemente a imagem da Força.
Não
obstante, continua em curso a estratégia de constrição, agora estendida às demais
forças de segurança. No âmbito do Ministério da Defesa, alguns titulares
fizeram sondagens e tentativas de ingerência ideológica no ensino de formação
militar, mas encontraram resistência cultural, pelo menos, até o momento. É
provável que persista a intenção, por ser a tática mais eficaz de conquistar as
mentes das novas gerações, como ficou provado nas universidades públicas.
No âmbito
militar, parece que, com o passar do tempo, a lassidão alastrou-se, o idealismo
que animava as antigas gerações foi cedendo espaço ao pragmatismo e a passividade
tornou-se rotina. A Instituição perdeu o elã.
“Em nosso
valor se encerra a esperança que o povo alcança”. Se o perdemos, esvai-se a
esperança popular e grassa o tédio. A convocação popular das Forças Armadas é
arquetípica, e sua força emana do inconsciente coletivo. Em crises nacionais
como foram as de 1930 e 1964, aflora o arquétipo e o povo cobra.
A Nação
espera que cada soldado, marinheiro e aviador cumpra o seu dever.
terça-feira, 21 de maio de 2024
MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E AS ELEIÇÕES.
MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E AS ELEIÇÕES.
Pinto Silva Carlos Alberto.[1]
(Algumas ideias)
A derrota em uma eleição não deve ser motivo para desânimo, sim, para aprendizado e mobilização ainda maior. É necessário analisar os resultados, identificar os pontos de melhoria e buscar maneiras de fortalecer a mensagem política e o engajamento do eleitorado.
A mobilização política é um elemento fundamental para alcançar sucesso em uma eleição. Os candidatos e suas equipes devem ser capazes de envolver e motivar os eleitores, transmitindo informações claras sobre o objetivo político e as propostas em questão.
Importante ressaltar que a política é um processo contínuo, e a mobilização não deve se restringir apenas ao período eleitoral.
Deve-se manter o interesse e o envolvimento das pessoas ao longo do tempo, por meio de plataformas de comunicação efetivas e estratégias de engajamento político.
Para obter um resultado positivo nas eleições, é fundamental que os candidatos e suas equipes trabalhem em conjunto, tenham um programa político claro e eficiente e estejam comprometidos com a mobilização política constante.
Como alcançar os objetivos previstos de Mobilização Política?
Uma ideia:
- Dinamizando a informação;
- Fortalecendo o trabalho social, permitindo troca de experiências entre organizações e indivíduos geograficamente distantes;
- Promovendo a formação e interação de parcerias;
- Ampliando a troca de conhecimentos e experiências;
- Fomentando a participação da sociedade, pela mobilização conjunta de recursos e competências para influenciá-la, por meio de contatos com grupos sociais diversos: militares; federação das indústrias; federação da agricultura; políticos (Senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores (o vereador de hoje é o deputado ou senador do amanhã), grupos de serviços; lojas maçônicas, grupos religiosos etc.).
Considera-se, ainda, ter um planejamento estratégico que inclua ações e atividades bem definidas.
Dessa forma, será possível construir uma base sólida de apoio e aumentar as chances de vitória.
[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Ex-comandante do 2º BIS e da 17ª Bda Inf Sl, Chefe do EM do CMA, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES
domingo, 19 de maio de 2024
Como China ajuda a armar a Rússia na guerra contra a Ucrânia.
Como China ajuda a armar a Rússia na guerra contra a Ucrânia
DefesaNet - Ricardo Fan - 16/05/24
Pequim se tornou o principal fornecedor de equipamentos bélicos de Moscou. Novo ministro da Defesa de Putin não mudará esse rumo. Analistas veem preparativos para uma guerra contra a Otan.
LINK: Como China ajuda a armar a Rússia na guerra contra a Ucrânia