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GUERRA HÍBRIDA, Nova via Violenta para a Tomada do Poder

GUERRA-HIBRIDA Nova via Violenta para aTomadadoPoder. É preciso criar novas estratégias de Defesa do Estado Democrático de Direito , jus...

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

 

IDEIAS DE JOMINI DA POLÍTICA E SUA RELAÇÃO COM A GUERRA

Pinto Silva Carlos Alberto[1]

(Pequenas Citações)

Do Livro “JOMINI - A ARTE DA GUERRA” – Tradução Major Napoleão Nobre – Original Americana,” Jomini’s Art Of War”, Edição de1947 – J. D. HITTLE.

 

1. UMA PEQUENA PASSAGEM POR JOMINI

Antoine Henri Jomini nasceu em Payerne (Suíça), no cantão de Vaud, em 6 de março de 1779. Aos vinte anos, se juntou ao Exército Suíço. Após começar como ajudante de ordens do ministro da guerra, foi promovido a capitão, depois comandante e, em seguida, chefe do secretariado de guerra.

Deixou o Exército Suíço e fixou-se em Paris. Em 1803, começou a escrever seu Tratado sobre a Grande Tática (Traité sur la grande tactique ), em que a grande tática era o ramo dos estudos militares relacionado aos grandes movimentos de tropas, ou seja, à movimentação de corpos e exércitos, antes e durante a batalha. Ney, após ler o Tratado, convocou Jomini como ajudante de ordens voluntário, incorporando-o ao exército francês.

A pedido, do agora Marechal, Napoleão nomeou, em 1805, Jomini como ajudante-comandante (coronel do Estado-Maior) e primeiro ajudante de ordens de Ney.

Permaneceu nessa situação até 1809, quando foi dispensado por Ney, passando a servir no Estado-Maior do Imperador, chefiado pelo marechal Berthier.

Em dezembro de 1810, após apresentar um pedido de demissão do Exército, foi promovido a general de brigada por Napoleão e nomeado chefe do departamento histórico do quartel-general da Grande Armée, com a incumbência de escrever a história das campanhas do imperador desde 1796.

Em 1813, foi nomeado chefe do Estado-Maior do 3º Corpo, sob o comando de Ney, tendo sido, Marechal, recomendado para promoção a General de Divisão, mas Berthier o removeu o nome da lista de promoções e, ainda, o puniu por não ter dado entrada com os relatórios do 3º Corpo nas datas previstas.

Magoado, transferiu-se, durante uma trégua na guerra, para o exército russo, causando um grande escândalo nas fileiras francesas, onde seu gesto foi tido como deserção e traição, com o que Napoleão nunca concordou, afirmando que ele não era francês e não recebeu o reconhecimento que lhe era devido.

Na Rússia não obteve comando de tropa e serviu como ajudante de ordens do Czar Nicolau I, criou a Academia Militar de São Petersburgo, sendo seu comandante; participou, em 1828, da campanha contra a Turquia e o cerco de Varna com Nicolau I; foi conselheiro de Nicolau I durante a Guerra da Crimeia. 

Aos 80 anos, retirou-se para a França e assessorou Napoleão III na campanha italiana (1859).

Além do Tratado sobre Grandes Operações Militares, escreveu, ainda, “Os princípios da Estratégia”, “A História crítica e militar das Guerras da Revolução”, “A vida política e militar de Napoleão” e “Princípios da Arte da Guerra”.

Jomini postulava ser a guerra uma ciência exata. Segundo ele, o sucesso militar dependia da aplicação rigorosa de princípios geográficos e regras universais, em que campo de batalha e o teatro de operações devem ser analisados por mapas, distâncias e meios de deslocamento; que os princípios da estratégia funcionam em qualquer momento da história; que a ação ofensiva, com iniciativa no ataque, é sempre preferível à defesa passiva.

“A influência de Jomini no pensamento militar foi enorme e perdurou muito depois de sua morte; para muitos militares, Jomini foi o tradutor dos segredos do gênio de Napoleão. Se Napoleão era o deus da guerra, escreveu Antoine Grouard, então Jomini era seu profeta”. (Lee B Kennett)

2. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES RELEVANTES

Como as paixões exercitadas do povo hostil constitui em si mesmo um poderoso inimigo, o general e seu governo devem empregar os melhores esforços para acalmá-las.

Por outro lado, o general deve fazer tudo para eletrizar seus próprios soldados e incutir neles o mesmo entusiasmo que ele se esforça por reprimir no seu adversário.

Alguns contestam as vantagens do entusiasmo, e preferem o sangue frio imperturbável nos combates. Ambos têm inequívocas vantagens e desvantagens. O entusiasmo impele à realização de grandes ações, mas a dificuldade está em mantê-lo constantemente, e quando uma tropa exaltada perde a coragem, a desordem nela se introduz mais rapidamente.

A união faz a força; a ordem produz essa união, e a disciplina conduz à ordem; e sem disciplina e sem ordem, nenhum sucesso é possível.

Ação de um gabinete, com referência ao controle de exércitos, exerce também influência sobre a audácia das operações. Um general, cujo gênio e cujas mãos estão atados por conselho áulico, a quinhentas milhas de distância, não pode competir com um outro que tem liberdade de ação, supondo iguais todas as outras coisas.

Se a habilidade de um general é um dos mais seguros elementos da vitória, prontamente se verá que a judiciosa escolha de generais é um dos pontos delicados da ciência do governo e uma das partes mais essenciais da política militar de um Estado.

3. SOBRE INSTITUIÇÕES MILITARES E A POLÍTICA

Um dos pontos mais importantes da política militar de um Estado é o que concerne à natureza de suas instituições militares. Um excelente exército comandado por um general medíocre pode realizar grandes feitos; um mau exército comandado por um grande capitão pode fazer outro tanto; mas um exército fará certamente muito mais se juntarmos a qualidade das tropas e os talentos dos seus chefes.

Estamos longe de dizer que um governo deve sacrificar tudo ao exército, pois isso seria um absurdo, mas precisa de fazer do exército o objeto de seus constantes cuidados.

Quando o controle dos fundos públicos está nas mãos daqueles que são dominados por interesses locais ou partidários, podem tornar-se tão excessivamente escrupulosos e tacanhos que tiram todo o poder de conduzir a guerra ao executivo, a quem muitas pessoas se aplicam em tratar como um inimigo público mais do que é como um chefe devotado a todos os interesses nacionais. O abuso das liberdades públicas mal compreendidas podem também contribuir para esse deplorável resultado.

Estou longe de aconselhar que os Estados devem sempre ter a mão na espada e em pé de guerra. Tal situação seria um flagelo para a raça humana. "Quero dizer simplesmente que governos civilizados precisam estar sempre prontos para fazer a guerra sem delongas, isto é, que eles não devem nunca ser encontrados despreparados."[2]

É particularmente necessário exercer vigilância sobre a preservação dos exércitos no período de uma longa paz, quando eles se podem mais facilmente degenerar. É importante nutrir o espírito militar dos exércitos.

A superioridade de armamento pode aumentar a probabilidade de sucesso na guerra; o armamento por si mesmo não ganha batalhas, mas contribui para ganhá-las.

As novas invenções dos últimos 20 anos (início do século XIX) parecem ameaçar uma grande revolução na organização e no armamento dos exércitos e mesmo na tática. Só a estratégia permanece inalterada, sendo os seus princípios os mesmo que sob Scipião e César, Frederico e Napoleão, pois são independentes das armas e da organização das tropas.

Os meios de destruição estão se aproximando da perfeição com horrível rapidez.

4. EM POUCAS PALAVRAS, ALGUMAS DAS BASES ESSENCIAIS DE UMA POLÍTICA MILITAR QUE DEVE SER ADOTADA POR UM GOVERNO SÁBIO, SEGUNDO JOMINI

O príncipe deve receber uma educação ao mesmo tempo política e militar. Ele encontrara provavelmente mais homens de capacidade administrativa nos seus conselhos, do que bons estatistas e soldados; por isto, procurar ser estas duas coisas.

Se o príncipe em pessoa, não conduz seus exércitos, deve ser a sua primeira tarefa e seu imediato interesse ter o seu lugar preenchido. Deve confiar a glória do seu reino e a segurança dos seus estados ao general mais capaz de dirigir seus exércitos.

O exército permanente não deve apenas se achar em um estado de organização respeitável, mas deve ser capaz de ser dobrado, se necessário, por reservas, sabiamente preparadas. Sua instrução e disciplina devem ser de alto caráter, tanto quanto sua organização; seu armamento deve ser pelo menos tão bom quanto a dos seus vizinhos, e superior, se possível.

O material de guerra deve também estar nas melhores condições e ser abundante. O zelo nacional não deve impedir a adoção de todos os melhoramentos inventados em outros países.

É necessário que o estudo das ciências militares deva ser encorajado e recompensado. Tanto quanto a coragem e o zelo. As corporações militares devem ser estimadas e honradas; este é o único caminho de ter para o exército homens de mérito e de gênio.

Em tempo de paz, o estado maior geral deve fazer seus planos para todas as eventualidades possíveis de guerra. Por isso, é essencial que o chefe das corporações e um certo número de seus oficiais, devam estar permanentemente estacionados na capital em tempo de paz, o depósito da guerra deve ser simplesmente do estado maior geral.

As condições financeiras de uma nação devem ser pesadas entre os riscos de guerra. Contudo, seria perigoso atribuir constantemente, a essas condições a importância dada a elas. Quando, porém, os levantamentos nacionais de tropas são bem organizados, o dinheiro não mais exerce a mesma influência, pelo menos para uma ou duas campanhas.

Uma potência pode transbordar-se de ouro e, ainda assim, defender-se pessimamente. Na realidade, a história prova que a nação mais rica não é nem a mais forte, nem a mais feliz. O ferro pesa pelo menos tanto quanto o ouro na escala de valores militares. Ainda assim, devemos admitir que uma feliz combinação de sábias instituições militares, de patriotismo, de finanças bem reguladas, e de riqueza interna e crédito público, dá uma nação a maior força e a torna capaz de sustentar uma longa guerra.

De todas as teorias sobre a arte da guerra, a única razoável é aquela que, fundamentada no estudo da história militar, admite um certo número de princípios reguladores, mas deixa ao gênio natural a maior parte da conduta geral de uma guerra sem tolhê-la com regras exclusivas.

“Ao contrário nada é mais apropriado para liquidar o gênio natural e fazer triunfar o erro do que essas teorias pedantes, baseadas na falsa ideia de que a guerra é uma ciência positiva, cujas operações podem todas serem reduzidas a cálculos infalíveis.” [3]

 



[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército Veterano / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Ex-comandante do 2º BIS e da 17ª Bda Inf Sl, Chefe do EM do CMA, Membro da Academia de Defesa.

[2] https://www.defesanet.com.br/defesa/o-comandante-supremo-e-os-ensinamentos-da-historia-militar/#google_vignette

[3] (“(Microsoft Word - 04_Introdu\347\343o \340 Estrat\351gia 2010 viz.doc)”)

Exército realiza teste bem-sucedido de lançamento do Míssil Tático de Cruzeiro

DefesaNet - 18/09/2026


A parceria entre o Exército e a iniciativa privada para desenvolvimento do MTC foi iniciada em 2012 como parte do processo de transformação da Artilharia da Força. Atualmente, o projeto MTC integra o Programa Estratégico do Exército ASTROS-FOGOS, uma iniciativa da Força que unificou ações de Artilharia em subprogramas e busca ampliar o poder de combate e a dissuasão estratégica da Força Terrestre. 

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domingo, 13 de setembro de 2026

O risco da militância editorial: quando a imprensa escolhe previamente o culpado

DefesaNet - 11/09/26 - Por Ricardo Fan 


Ao concentrar manchetes contra Flávio Bolsonaro e transformar o financiamento de Dark Horse em uma narrativa de culpa antecipada, a emissora pública alemã expõe os riscos da seletividade jornalística, da assimetria de critérios e do uso político do enquadramento noticioso.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Fronteira boliviana torna-se profundidade logística do crime organizado brasileiro

DefesaNet - 28/08/2026 -  - 


PCC e Comando Vermelho avançam além das rotas de cocaína e passam a integrar território, logística, finanças e coerção em uma estrutura transnacional que desafia a soberania, a inteligência e a capacidade de controle fronteiriço de Brasil e Bolívia.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

LRCA: Será que chegamos ao limite da incompetência?


*Luiz Alberto Cureau Jr. - 31/08/2026


Declaração surpreendente e sincera do Ministro da Defesa expõe uma vulnerabilidade construída ao longo de décadas, enquanto o Brasil adia decisões estratégicas e assiste à erosão de sua capacidade de dissuasão.


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Brasil e Turquia: a oportunidade de uma nova parceria estratégica


DefesaNet - 25/08/26


Brasil e Turquia têm dimensão, capacidade econômica, interesses e autonomia suficientes para construir uma parceria estratégica sem depender de alinhamentos automáticos com qualquer outro país. O momento exige velocidade. A política abriu a porta. Agora, é hora de a indústria e as Forças Armadas atravessarem.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Lula e Erdogan Realizam chamada Telefônica

DefesaNet - 24/08/26

O contato telefônico entre Lula e o presidente da Turquia era muito esperado nos círculos de defesa do Brasil e do Irã. A possibilidade de negociações tanto de produtos brasileiros como aeronaves E2 da EMBRAER e blindados e drones da Turquia.
Os dois presidentes acordaram a criação de um Conselho Estratégico, ao nível de vice-presidentes, para elaborar um mapa do caminho para o aprofundamento das relações bilaterais. Ambos celebraram a recente ratificação, pelos parlamentos dos dois países.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O Dilema da FERRARI: LEOPARD 2A8 ou a FAMÍLIA TULPAR?

DefesaNet - 21/08/26


- A necessidade do Exército é urgente. O verdadeiro luxo, neste momento, não é escolher entre duas excelentes soluções. O verdadeiro luxo é continuar sem escolher.
- Enquanto discutimos qual “Ferrari” comprar, podemos estar deixando de construir a força que realmente precisamos. Em uma guerra, não vence necessariamente quem possui o veículo mais caro. Vence quem consegue colocar meios tecnologicamente avançados, em quantidade suficiente, no lugar certo, no momento certo, e mantê-los combatendo.

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Gripen F: A FAB Está Indo na Contramão da Doutrina Mundial?

DefesaNet - 24/08/26.


A discussão não é sobre a necessidade de formar pilotos. Toda força aérea do mundo utiliza aeronaves biplace na conversão operacional, e o Gripen F obviamente também foi projetado para cumprir essa missão. A dúvida é outra: quando uma força aérea dispõe de apenas oito aeronaves dessa versão, faz sentido consumi-las predominantemente em treinamento ou seria mais inteligente preservá-las para missões operacionais nas quais suas características realmente fazem diferença?

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Drones FPV: a revolução que o Brasil não pode ignorar

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Os drones FPV (First Person View) chegaram para ficar. Mais do que uma nova categoria de armamento, eles representam uma transformação profunda na maneira como as forças militares identificam, acompanham e atacam seus alvos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Reflexões Relativas ao Preparo e Emprego das FORÇAS ARMADAS

Defesa Net - 17/08/2026

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Ressaltamos que o reaparelhamento e transformação das Forças Armadas Terrestre não podem ser improvisados para atender a casos de emergência, devido à complexidade da guerra moderna e dos sistemas de armas, aos orçamentos dramaticamente curtos e a pequena percepção da sociedade em relação à necessidade de defesa. Manter as Forças Armadas modernas e preparadas, como o nosso País requer e nossa sociedade deseja, deve ser o compromisso moral do governo, legisladores, militares e da sociedade.

LINK: Reflexões Relativas ao Preparo e Emprego das FORÇAS ARMADAS

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

A Visita de Patrushev ao Brasil Acende um Alerta no Ocidente.

DefesaNet - 05/08/2026. 


Nikolai Patrushev não é um funcionário qualquer do governo russo. Embora hoje presida o Conselho Marítimo da Rússia, ele continua sendo um dos homens mais influentes do Kremlin e uma das principais figuras da estrutura de segurança do Estado russo. Sua presença em Brasília dificilmente pode ser vista como uma visita meramente protocolar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Defesa sem legado: cinco meses para o fim e um país esperando decisões

DefesaNet - Julho de 2026.


Depois de quase quatro anos de reuniões, viagens, apresentações, grupos de trabalho, pedidos de informação, cartas de intenção e promessas, uma pergunta precisa ser feita sem rodeios: qual será o legado concreto desta gestão para as Forças Armadas brasileiras?

Onde estão os contratos?

A justificativa habitual é conhecida: falta orçamento. É verdade que o Brasil investe pouco em Defesa diante de sua dimensão territorial, de suas responsabilidades no Atlântico Sul e da necessidade de proteger a Amazônia e suas fronteiras. Mas reduzir toda a paralisia à questão orçamentária começa a parecer uma explicação conveniente.

sábado, 25 de julho de 2026

Gen Pinto Silva: VISÃO ESTRATÉGICA.


DefesaNet - 25/07/2026.

Registrar que a visão estratégica, quando não estiver claramente subordinada à defesa dos interesses nacionais, não produzirá a estrutura de força de que o País necessita para prevenir riscos, dissuadir pressões e cumprir, com credibilidade, sua missão constitucional.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

A aposta nuclear americana na Arábia Saudita pode redefinir o equilíbrio estratégico do Oriente Médio

 DefesaNet - 23/07/2026

- O acordo anunciado entre Washington e Riade vai além da cooperação energética. Ao flexibilizar uma política nuclear mantida durante décadas, os Estados Unidos buscam preservar sua influência sobre um dos principais aliados árabes, conter o avanço tecnológico de China e Rússia e remodelar a arquitetura estratégica do Oriente Médio.

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DE CAUSAS … E CONSEQUÊNCIAS



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Considerando o que a imprensa difundiu na primeira quinzena de julho, “Maior reforma das Forças Armadas desde 1999”, este texto não tem por objetivo apoiar ou contrariar a referida proposta ou a ideia lançada, busca, apenas, lembrar um antigo argumento apresentado no Curso de Política, Estratégia e Altos Estudos do Exército (CPEAEX) há alguns anos.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O Estado subterrâneo


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DefesaNet - 04/07/26 - Walter Felix Cardoso Junior
Não necessariamente um comando central secreto. Não necessariamente uma sala escura com meia dúzia de conspiradores. Muitas vezes, o fenômeno é mais prosaico, mais difuso e, por isso mesmo, mais difícil de combater.

domingo, 21 de junho de 2026

O Colapso Silencioso da Defesa: Cortes, Paralisia e o Desgaste de José Múcio


DefesaNet 03/06/2026 - Nelson During Editor – Chefe DefesaNet

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O bloqueio de R$ 4,363 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa em 2026 representa muito mais do que um simples ajuste fiscal. Na prática, trata-se de uma medida que inviabiliza a continuidade da quase totalidade dos projetos estratégicos das Forças Armadas brasileiras e aprofunda um processo de desmonte gradual da capacidade militar do país.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Programa Forças Blindadas atualiza frota de veículos de combate do Exército Brasileiro

DefesaNet - 13/05/2026


A meta: entrega de mais de 2.100 novos meios até 2040.

O Programa tem como objetivo principal incorporar ao Exército Brasileiro cerca mais de 2.100 novos blindados. O planejamento contempla a aquisição e a modernização de diversos vetores, entre eles: as Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal Média Sobre Rodas (VBTP-MSR) 6×6 Guarani; as Viaturas Blindadas de Combate de Cavalaria (VBC Cav) 8×8 Centauro II; as Viaturas Blindadas Multitarefa (VBMT) 4×4 Guaicurus; os Obuseiros Autopropulsados Sobre Rodas; a modernização da frota Cascavel; novas Viaturas Blindadas de Combate Carro de Combate (VBC CC) e de Fuzileiros; além de viaturas blindadas de socorro.

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Editorial – Forças Armadas, hierarquia e neutralidade: um pilar que não pode ser corroído

                                  
DefesaNet - 02 de maio de 2026.


- Em qualquer democracia sólida, as Forças Armadas ocupam um lugar singular: são instituições de Estado, não de governo, e sua legitimidade repousa na disciplina, na hierarquia e na estrita observância de sua missão constitucional. Nesse contexto, a exposição contínua de comandantes militares a provocações públicas, tentativas de desmoralização ou disputas políticas não é apenas inadequada — é potencialmente danosa ao equilíbrio institucional do país.

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terça-feira, 14 de abril de 2026

Notas Estratégicas – À beira de uma nova era de conflito o mundo se arma, e o Brasil paralisado pelo CPF

DefesaNet - 09/04/2026: 


- O momento atual exige reflexão. O mundo não está necessariamente à beira de uma guerra global iminente, mas caminha para um cenário de maior instabilidade e competição — e ignorar esse movimento não o fará desaparecer. A questão central não é se o Brasil deseja participar de conflitos globais, mas se está preparado para um mundo em que eles se tornem cada vez mais prováveis. Em um cenário de incerteza crescente, permanecer imóvel pode ser, paradoxalmente, a decisão mais arriscada de  todas.

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domingo, 12 de abril de 2026

EUA, Israel e o Eixo de Resistência: limites do poder militar e resiliência estratégica do Irã


DefesaNet -  Fabio Benvenutti Castro - General de Divisão da Reserva do Exército Brasileiro.

O cenário mais provável, neste momento, aponta para tentativas de recomposição de um novo equilíbrio regional, ainda que instável. A principal incógnita reside em saber se o Irã buscará apenas preservar sua posição ou se tentará transformar sua resiliência em capital estratégico para ampliar sua projeção regional e internacional.

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

 OS PRINCIPAIS CABOS ELEITORAIS DA OPOSIÇÃO.

Percival Puggina.
Fazer política exige alguns talentos especiais. Não é por acaso que pessoas competentes, vencedoras em outros setores de atividade, são malsucedidas quando, convocadas à atividade política, se apresentam ante o eleitorado

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Gen Pinto Silva – Relevância das Lideranças Brasileiras na Busca de Recursos para as Forças Armadas

DefesaNet - 01/04/2026.

(22/08/2024 - Cerimônia do dia do Soldado). 
O que acontece no Brasil, principalmente relativo à Defesa, não é um problema só de governo, oposição, parlamento ou judiciário, é um problema da SOCIEDADE, e no momento faltam pessoas capazes de orientá-la e guiá-la (pessoas pensantes – lideranças), e de propor ou contrapor ideias e ações ao governo, e a legisladores brasileiros.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Gen Ex Pinto Silva – Estados de Poder de Combate Equiparado ao dos EUA

MUITO INTERESSANTE.
DEFESANET - PUBLICADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 1919.


As atividades dos Estados com Poder de Combate Equiparado  colocam em risco os interesses vitais dos EUA, minam a dissuasão, convidam à agressão e aumentam a probabilidade de conflito militar em que os inimigos podem impor grandes custos colaterais e até uma derrota política ou militar.
A capacidade dos Estados Unidos e de seus aliados de defender seus interesses está sendo confrontada com resultados positivos para as ameaças.