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terça-feira, 1 de abril de 2025
sábado, 29 de março de 2025
BRASIL – UMA ESTRATÉGIA DE SUPERAÇÃO.
BRASIL – UMA ESTRATÉGIA DE SUPERAÇÃO.
(Evocando o texto do mesmo autor: O Brasil e
o Antagonismo Internacional - Defesanet).
Pinto Silva Carlos Alberto[1]
1.
PRÓLOGO
A luta
pelo poder permanece real e tangível no cenário globalizado em que vivemos. O
poder geopolítico das nações depende intrinsecamente de seus potenciais
econômico e estratégico militar. Os países se movem em função de seus
interesses e alcançam o sucesso de acordo com sua capacidade e vontade de
exercer poder.
Nas
relações internacionais, a função do poder é fazer prevalecer o interesse
nacional de um Estado sobre o dos outros.
Exemplos
demonstram que, entre a elite norte-americana, seja republicana ou democrata, existem dois consensos fundamentais, o
da hegemonia e o do poder. Em
razão disso, os EUA buscam
incessantemente manter sua liderança econômica e militar no sistema
mundial, não podendo deixar de financiar a expansão global da infraestrutura
necessária ao exercício do poder.
É
válido
supor que a estratégia americana seja desconstruir velhos paradigmas
ideológicos, questionando antigas alianças e lealdades. Contudo, o sucesso ou
fracasso de um Estado depende de sua habilidade em fortalecer alianças e
conquistar novos amigos.
2. BRASIL – UMA
ESTRATÉGIA DE SUPERAÇÃO
No
campo das relações internacionais, o cenário é composto por múltiplos atores.
Ignorar essa diversidade pode resultar em paradoxos: o sucesso através de
sanções econômicas, medidas militares não cinéticas ou coerção direta pode ser
revertido, gerando novos inimigos e alterando o balanço de forças.
Portanto,
a grande estratégia deve considerar não apenas “O outro”, mas principalmente
“Os outros”. É necessário desencorajar o opositor, evitando levá-lo à
radicalização. É essencial preservar a neutralidade dos países neutros e,
se possível, conquistá-los como aliados – nunca os transformar em inimigos. Ao
mesmo tempo, reforçar a fidelidade de aliados é crucial.
Diplomacia,
nesse contexto, pode ter efeitos psicológicos tão profundos quanto sanções
econômicas ou ações militares. Assim, uma estratégia abrangente deve produzir
impactos psicológicos convincentes, influenciando as decisões dos líderes de
outros Estados, para que não se tornem obstáculos à realização do projeto
político brasileiro.
O
surgimento do Brasil como potência regional emergente inevitavelmente provoca
desestabilização e reações no sistema mundial, pois desafia o monopólio das
potências tradicionais. Em meio a esse cenário, "o Brasil deve
adotar a Estratégia Indireta".
O
método indireto prioriza ferramentas de poder nacional, à exceção do poder
militar, para persuadir ou coagir adversários a aceitar soluções de conflito. A
expressão militar assume um papel complementar.
Na
prática, a Estratégia Indireta utiliza Conflito na Zona Cinza:
·
Persuasão: Diplomacia e instrumentos jurídicos.
·
Coerção: Meios políticos, econômicos e
psicossociais.
A
Estratégia Indireta é, portanto, "a arte de explorar ao máximo a margem
de liberdade de ação disponível, obtendo sucessos decisivos mesmo diante de
severas limitações militares."
Além
disso, o prestígio dissuasório requer credibilidade, demonstrando capacidade e
vontade de reagir a ameaças. Uma economia forte, combinada a uma doutrina
militar moderna, pode produzir resultados eficazes.
É
preciso uma linha política ofensiva. É necessário notar que uma linha política
defensiva teria um fraco valor de dissuasão, porque a chave da dissuasão é a
aptidão de reagir a ameaça.
Por
fim, a reação brasileira deve ser cuidadosamente calculada, sendo progressiva e
preservando a estabilidade em situações de crise, sempre inspirando respeito e
confiança no cenário internacional.
3. CONCLUSÃO
A
principal preocupação estratégica do Brasil está inevitavelmente conectada à
economia. O crescimento econômico e a realização de reformas estruturais
internas fortalecerão as bases de poder militar e econômico do país.
Sem economia forte e sem vontade política,
não haverá, por mais qualificados que sejam os integrantes das Forças Armada,
poder militar capaz de garantir a ascensão estratégica do Brasil.
A
execução eficaz de ações de interesse nacional e global será determinante para
a construção de uma política externa autônoma e sólida, consolidando o Brasil
como potência regional.
A
busca por autonomia nas relações internacionais deve sempre estar alinhada aos
interesses estratégicos nacionais.
Subordinar-se às estratégias geopolíticas de outros Estados pode comprometer
esse objetivo e limitar a autonomia política internacional do Brasil.
[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de
Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando
Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Ex-comandante do 2º BIS e
da 17ª Bda Inf Sl, Chefe do EM do CMA, Membro da Academia de Defesa e do
CEBRES.
sexta-feira, 14 de março de 2025
A Luta pelo Poder e sua Necessidade Estratégica
Atualmente, o conflito moderno caracteriza-se por um sistema articulado de ações políticas, econômicas, psicológicas e militares, que visa desestabilizar a ordem vigente, promovendo a derrubada da autoridade estabelecida e sua substituição por outro regime