É Preciso organizar vários grupos com o mesmo ideal de Defesa do Estado Democrático de Direito e da Ética na Política -“Terços da Transformação”, para através de redes do conhecimento e de redes de informação fazer com que uma mudança política e social, radical, seja esperada, e com o passar do tempo aconteça e vire numa certeza para nossa sociedade.
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GUERRA HÍBRIDA, Nova via Violenta para a Tomada do Poder
GUERRA-HIBRIDA Nova via Violenta para aTomadadoPoder. É preciso criar novas estratégias de Defesa do Estado Democrático de Direito , jus...
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
Gen Pinto Silva – Países Desgarrados
segunda-feira, 5 de agosto de 2024
Capacidades de Guerra Irregular da VENEZUELA na Fronteira com o BRASIL
sábado, 27 de julho de 2024
Notas Estratégicas BR – É hora de decidir !
Editor-Chefe DefesaNet
quinta-feira, 18 de julho de 2024
MOBILIZAÇÃO POLÍTICA
domingo, 14 de julho de 2024
Argentina – Desfile de 09 Julho Recupera a Dignidade das Forças Armadas
O Presidente da Nação, Javier Milei, liderou hoje um grande desfile militar para comemorar o Dia da Independência. Tudo aconteceu na Avenida Del Libertador, no bairro portenho de Palermo.
sexta-feira, 28 de junho de 2024
GOVERNO LIBERAL DE DIREITA.
GOVERNO LIBERAL DE DIREITA.
Um governo liberal de direita é caracterizado por políticas que enfatizam a liberdade individual, a livre iniciativa e a minimização da intervenção do Estado na economia. Algumas vantagens frequentemente associadas a esse tipo de governo incluem:
1. "Promoção da liberdade individual". Um governo liberal de direita defende geralmente a liberdade individual, permitindo que as pessoas tomem decisões pessoais sobre suas vidas e sejam responsáveis por suas próprias escolhas.
2. "Estímulo ao empreendedorismo e inovação". Políticas que promovem a livre iniciativa e reduzem regulamentações excessivas podem incentivar o empreendedorismo e a inovação, levando ao crescimento econômico e à criação de empregos.
3. "Menor intervenção do Estado na economia". Governos liberais de direita geralmente acreditam em uma intervenção mínima do Estado na economia, o que muitas vezes resulta em mercados mais eficientes e competitivos.
4. "Ênfase na responsabilidade individual". Esses governos tendem a enfatizar a responsabilidade individual, encorajando as pessoas a assumirem responsabilidade por suas ações e consequências.
5. "Redução da burocracia". Ao reduzir a intervenção governamental, os governos liberais de direita geralmente buscam diminuir a burocracia e simplificar os processos, tornando a vida mais fácil para os cidadãos e as empresas.
sexta-feira, 14 de junho de 2024
REMINISCÊNCIAS DA
PROFISSÃO
(por Maynard Marques de
Santa Rosa)
Na guerra, o que é
moral está para o que é material, assim como 3 está para 1(Napoleão Bonaparte).
Napoleão
intuiu perfeitamente o valor da motivação como indutor do poder de combate e da
liderança como catalisador dessa energia. Seu mais célebre adversário, o Duque
de Wellington, afirmou que a simples presença do Imperador no campo de batalha acrescia
o poder de combate francês com o equivalente a uma divisão inteira.
Há pouco
tempo, o povo do Vietnã demonstrou para o presidente Gerald Ford que camponeses
raquíticos altamente motivados eram capazes de superar o poderio militar mais
pujante que já existiu na História. Portanto, a força moral da dimensão humana
é o que realmente conta, e não a riqueza material.
A
conjuntura atual do nosso País mostra uma estabilidade aparente, semelhante à paz
dos pântanos, onde o impacto de um pedregulho provoca uma onda que traz à tona
a lama do fundo e a espalha pela superfície. O que deu causa à insalubridade
social existente foi a ausência de dissuasão militar durante a crise de
transição de governo. Para entender que se trata do desfecho de um longo
processo, passo a descrever o produto da minha observação pessoal ao longo da
vivência dos altos escalões, a partir de 1995.
A
autoridade militar no Brasil vem sendo mitigada, progressivamente, pela legislação.
O processo é deliberado e imita a metáfora do sapo cozido, isto é, “Aumentando-se
a temperatura da panela, gradualmente e de forma sutil, o sapo não reage e se
mantém acomodado, até que, ultrapassado o limite suportável, ele morre”.
A
escalada começou na Constituinte de 1988, sob motivação revanchista. A “Constituição
Cidadã” extinguiu o Conselho de Segurança Nacional (CSN), que representava a
expressão militar no cenário político e tinha poder de veto dos empreendimentos
nas áreas de Segurança Nacional, como a Faixa de Fronteira. Após extinto,
passaram a proliferar as reservas indígenas, quilombolas e ambientais na
Amazônia, patrocinadas por milhares de ONGs estrangeiras. E o Poder Militar
ficou representado pelos ministros militares.
Em 1995,
o governo do PSDB deu um impulso à escalada, com a introdução do conceito de
teto histórico no orçamento militar e a redução de poder imposta aos comandantes
militares de áreas, que perderam a atribuição de decretar prontidões e de empregar
a tropa, passando a competência para o ministro do Exército. Posteriormente, o próprio
ministro perdeu essa atribuição, que ficou restrita ao Presidente e aos demais Poderes
da República.
O passo
seguinte foi a decretação do PNDH-1 (Plano Nacional de Direitos Humanos). Com
base nele, criou-se a Comissão de Anistia e iniciou-se a perseguição aos
antigos agentes da repressão. A primeira vítima foi o Cel Carlos Alberto
Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI do II Exército (Destacamento de Operações de
Informações), que foi difamado pela mídia, sem direito de defesa, e processado
na Justiça. A Instituição militar limitou-se a um apoio jurídico discreto e
informal. Seguiram-se os “casos” Avólio e Fayad, igualmente indefesos.
Em
1998/1999, houve o lance decisivo da implantação do Ministério da Defesa. A modernização
das estruturas de Defesa era uma necessidade estratégica, para garantir a interoperabilidade
das Forças, racionalizar os gastos e otimizar a produtividade. No entanto, a
motivação política era revanchista e tinha a intenção de limitar o papel
histórico do estamento militar, o que afetou a configuração e a mentalidade do
novo ministério.
O
ministro do Exército foi surpreendido com a solicitação de um representante da Força
na Comissão de Trabalho, já com agenda marcada para o dia seguinte. Até então, sequer
queria ouvir falar do assunto. Ante o inesperado, atribuiu-me a missão de representar
o Exército, devendo providenciar, no prazo de 24 horas, uma relação das atividades
comuns às Forças Singulares, passíveis de integração. O grupo de trabalho era
chefiado pelo ministro da Casa Civil, Clóvis Carvalho, e incluía o chefe do
Gabinete Militar e representantes do MARE (Ministério da Administração e
Reforma do Estado), Relações Exteriores (ministra Maria Laura), EMFA, Exército
(eu), Marinha (CMG José Antônio de Castro Leal) e da Aeronáutica (um oficial
PTTC). O Gen Cardoso chefiou a subcomissão de atividades comuns passíveis de
integração.
Até
então, as Forças Armadas tinham subestimado o projeto. O Decreto deflagrou um
clima de perplexidade e competição. A Marinha teve uma reação corporativista.
Seu ministro flertava com a solução mexicana, onda há uma Secretaria da
Marinha, autônoma e
paralela
à Secretaria de Defesa. Parecia uma saída inviável, por ser o Brasil banhado
por um único oceano, enquanto o México se defronta com o Golfo do México e o
Pacífico Norte; daí, possuir duas esquadras. As propostas foram centralizadas,
retirando a liberdade de ação do seu representante, que só podia opinar a cada
sessão seguinte, após ouvido o chefe.
O chefe
do EMFA parecia almejar o futuro cargo. O ministro da Aeronáutica, aparentemente,
lavou as mãos e ignorou o processo. Seu representante na Comissão era um
oficial PTTC em regime de rodízio. Portanto, as Forças Armadas defrontaram-se
com o
desafio
despreparadas e enfraquecidas pela desunião. Disso se aproveitou o chefe da
Casa Civil para impor o projeto do PSDB, baseado na ideologia do “Controle
Civil Objetivo”, de Samuel Huntington, que tem como lema: “A chave do cofre e a
caneta em mãos civis”.
Percebi a
tempo a intenção do governo de centralizar no futuro MD os fundos institucionais
das três Forças e seus respectivos centros de Inteligência e de Comunicação Social.
Avisei ao ministro, que conseguiu impedir a fusão dos Centros, mas não pôde
evitar a inclusão do Fundo do Exército na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Contudo,
promovido em março de 1998, fui nomeado comandante da 10ª Bda Inf Mtz
(Recife/PE) e liberado da Comissão, perdendo o contato com o assunto.
A Medida
Provisória que, posteriormente, instituiu o MD, foi redigida sem consulta às
Forças, e conferiu ao novo ministro atribuições inerentes a um comandante civil
interposto entre os comandantes militares e o comandante supremo.
Criado o
MD em 1999, o Poder Militar caiu para o 2º escalão e passou a ser representado
pelos comandantes das Forças Armadas, que são escolhidos pelo Presidente.
Em 2007,
já no último posto da carreira, fui exonerado do Ministério da Defesa antes do
término da minha comissão, após duas audiências em que representei o ministro
Valdir Pires no Congresso e revelei a realidade das ONGs estrangeiras na
Amazônia e os interesses por trás da demarcação da reserva indígena
Raposa-Serra do Sol.
Em
outubro de 2008, a escalada prosperou, com a criação da Comissão da Verdade. A
resistência militar foi aplacada por um acordo negociado pelo novo ministro da
Defesa, em que as investigações seriam estendidas ao período do Estado Novo.
Por óbvio, considerei a solução insuficiente, já que não mais existiam
integrantes do governo Vargas a serem investigados. Mas fui voto vencido e,
para não me sentir omisso, fiz vazar na internet a mensagem que classificava a
Comissão da Verdade como comissão da calúnia. O governo retaliou novamente,
mandando me exonerar da chefia do DGP. A decisão foi absorvida passivamente
pela Força. Houve até comentários de que a minha atitude mais prejudicava do
que ajudava a Instituição. E um companheiro chegou a me desaprovar em
particular, ao comentar que: “Cada um de nós é responsável pelos seus próprios
atos”.
Em 2019,
o governo Bolsonaro, inspirado no discurso dos valores morais, confiou cargos
de confiança a quadros da ativa e da reserva, mas não se preocupou em corrigir
as anomalias remanescentes. Em vez disso, contribuiu para desabonar ainda mais
o estamento militar e reforçar a prevenção política, ao exonerar em massa os
comandantes das Forças Armadas, em março de 2021. Como de costume, as
instituições absorveram o choque com naturalidade.
Portanto,
a reação à crise de 8 de janeiro de 2023 era perfeitamente previsível. É notório
que houve imprevidência dos comandos, ao tolerarem concentrações populares em áreas
de segurança dos quarteis. Ao admiti-las, ficou subentendido para o povo que:
“quem
cala,
consente”. O desfecho em Brasília, onde mais de 900 acampados da praça dos
Cristais terminaram expulsos e confinados pela Polícia Federal, fez desmoronar
a credibilidade institucional e maculou fortemente a imagem da Força.
Não
obstante, continua em curso a estratégia de constrição, agora estendida às demais
forças de segurança. No âmbito do Ministério da Defesa, alguns titulares
fizeram sondagens e tentativas de ingerência ideológica no ensino de formação
militar, mas encontraram resistência cultural, pelo menos, até o momento. É
provável que persista a intenção, por ser a tática mais eficaz de conquistar as
mentes das novas gerações, como ficou provado nas universidades públicas.
No âmbito
militar, parece que, com o passar do tempo, a lassidão alastrou-se, o idealismo
que animava as antigas gerações foi cedendo espaço ao pragmatismo e a passividade
tornou-se rotina. A Instituição perdeu o elã.
“Em nosso
valor se encerra a esperança que o povo alcança”. Se o perdemos, esvai-se a
esperança popular e grassa o tédio. A convocação popular das Forças Armadas é
arquetípica, e sua força emana do inconsciente coletivo. Em crises nacionais
como foram as de 1930 e 1964, aflora o arquétipo e o povo cobra.
A Nação
espera que cada soldado, marinheiro e aviador cumpra o seu dever.
terça-feira, 21 de maio de 2024
MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E AS ELEIÇÕES.
MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E AS ELEIÇÕES.
Pinto Silva Carlos Alberto.[1]
(Algumas ideias)
A derrota em uma eleição não deve ser motivo para desânimo, sim, para aprendizado e mobilização ainda maior. É necessário analisar os resultados, identificar os pontos de melhoria e buscar maneiras de fortalecer a mensagem política e o engajamento do eleitorado.
A mobilização política é um elemento fundamental para alcançar sucesso em uma eleição. Os candidatos e suas equipes devem ser capazes de envolver e motivar os eleitores, transmitindo informações claras sobre o objetivo político e as propostas em questão.
Importante ressaltar que a política é um processo contínuo, e a mobilização não deve se restringir apenas ao período eleitoral.
Deve-se manter o interesse e o envolvimento das pessoas ao longo do tempo, por meio de plataformas de comunicação efetivas e estratégias de engajamento político.
Para obter um resultado positivo nas eleições, é fundamental que os candidatos e suas equipes trabalhem em conjunto, tenham um programa político claro e eficiente e estejam comprometidos com a mobilização política constante.
Como alcançar os objetivos previstos de Mobilização Política?
Uma ideia:
- Dinamizando a informação;
- Fortalecendo o trabalho social, permitindo troca de experiências entre organizações e indivíduos geograficamente distantes;
- Promovendo a formação e interação de parcerias;
- Ampliando a troca de conhecimentos e experiências;
- Fomentando a participação da sociedade, pela mobilização conjunta de recursos e competências para influenciá-la, por meio de contatos com grupos sociais diversos: militares; federação das indústrias; federação da agricultura; políticos (Senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores (o vereador de hoje é o deputado ou senador do amanhã), grupos de serviços; lojas maçônicas, grupos religiosos etc.).
Considera-se, ainda, ter um planejamento estratégico que inclua ações e atividades bem definidas.
Dessa forma, será possível construir uma base sólida de apoio e aumentar as chances de vitória.
[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Ex-comandante do 2º BIS e da 17ª Bda Inf Sl, Chefe do EM do CMA, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES
domingo, 19 de maio de 2024
Como China ajuda a armar a Rússia na guerra contra a Ucrânia.
Como China ajuda a armar a Rússia na guerra contra a Ucrânia
DefesaNet - Ricardo Fan - 16/05/24
Pequim se tornou o principal fornecedor de equipamentos bélicos de Moscou. Novo ministro da Defesa de Putin não mudará esse rumo. Analistas veem preparativos para uma guerra contra a Otan.
LINK: Como China ajuda a armar a Rússia na guerra contra a Ucrânia
quarta-feira, 17 de abril de 2024
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE UMA DISPUTA PELO PODER.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE UMA DISPUTA PELO PODER.
(Algumas ideias)
Somente por meio de uma completa compreensão da política e do sistema político nacional pode se levar a disputa, com um todo, ou qualquer de suas campanhas, a um fim bem-sucedido. É o momento que, a esse alto nível da "Grande Estratégia", o líder político deve ser, também, estadista.
Quando se pretende concretizar algo, é conveniente e sensato ter um plano. Quanto mais importante for o objetivo a alcançar, ou quanto mais graves forem as consequências do fracasso, mais importante será o planejamento.
"Planejar uma estratégia", para se obter a vitória na contenda política, significa calcular um curso de ação que tornará provável ir da presente situação até uma futura, através do certame político com eleições livres, e com participação relevante da sociedade nas ações.
O planejamento estratégico geral aumenta a probabilidade de se mobilizar e empregar todos os recursos disponíveis, bem como a eficácia da sua utilização.
Infelizmente, muitas vezes a maioria das pessoas não entende a necessidade, ou não está acostumada, ou treinada a pensar estrategicamente, e a formulação de estratégias para a confrontação política pelo Poder exige, ainda, uma criatividade informada[2].
Num projeto político o que se pretende atingir, deve ser considerado ao determinarmos o Centro de Gravidade (CG) visando o Planejamento Estratégico da Campanha. A pergunta que deve ser feita é: O que se quer conseguir, isto é, qual é o objetivo? O seu CG é a essência do que lhe permite atingir esse objetivo, seja de um ou de outro partido.
Portanto, o fim e o que se conquistado permite atingi-lo estão estreitamente vinculados. A população é o "Centro de Gravidade" a ser conquistado e os líderes, as propostas e atividades políticas dos adversários, vulnerabilidade que se atingida possa conduzir ou auxiliar a se ter resultados positivos.
É preciso considerar que na disputa, pela conquista do Poder, entre um governo democraticamente eleito contra uma oposição de esquerda, o objetivo da "Grande Estratégia", não é simplesmente derrotar a oposição, mas desenvolver um sistema democrático e dificultar a ascensão, pela "via pacífica", de um governo socialista.
Para atingir estes objetivos, os meios escolhidos de disputa política pelo "Poder" terão de contribuir para uma mudança na distribuição de "poder efetivo" na atual sociedade, aumentando sua "relevância política".
A população e as instituições da sociedade têm sido muito fracas e demonstrado pouco interesse na participação das disputas políticas, dando força a governo e uma oposição atuante.
Palavras, sons e imagens realizam pouco, exceto sejam as ferramentas de um plano minucioso e de métodos cuidadosamente organizados. Se os planos são bem formulados e faz-se uso deles corretamente, as ideias transmitidas pelas palavras tornam-se parte integrante das próprias populações.
Quando, na democracia, o público é convencido da racionalidade de uma ideia, ele entra em ação (…) [que é] sugerida pela própria ideia, seja ela ideológica, política ou social (…) mas esses resultados não acontecem do nada (…) eles podem ser obtidos principalmente pela "Preservação do Senso Comum", que é a manutenção de valores, tradições, costumes, modo de pensar, conformidade religiosa e social, sentimentos e outros elementos que dão à sociedade coesão interna, consenso e resistência a mudanças ideológicas.
No nível estratégico, vontade do governo e, principalmente do povo, normalmente, são os fatores que decidem uma eleição.
Fontes de consulta:
- Andrew Kkorybko - Guerras Híbridas: A Abordagem Adaptativa Indireta com Vistas à Troca de Regime.
- Da DITADURA à DEMOCRACIA - Uma Estrutura Conceitual para a Libertação (Gene Sharp) - Tradução José A.S. Filardo São Paulo – Brasil
[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Ex-comandante do 2º BIS e da 17ª Bda Inf Sl, Chefe do EM do CMA, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES
[2] Conceito que busca combinar a criatividade com o conhecimento e informações relevantes. Sendo possível gerar soluções inovadoras e criativas para problemas e desafios
domingo, 7 de abril de 2024
Que poder ainda tem a Otan, aos 75 anos?
Desafios Geopolíticos na Europa – Parte 1
segunda-feira, 1 de abril de 2024
América Latina se torna palco de disputa entre China e EUA
sexta-feira, 29 de março de 2024
NOVOS CONCEITOS NA GUERRA DE NOVA GERAÇÃO RUSSA.
NOVOS CONCEITOS NA GUERRA DE NOVA GERAÇÃO RUSSA.
Ideias Para Discussão: END.
Pinto Silva Carlos Alberto[1]
1. GUERRA DE INFORMAÇÃO RUSSA.
O Ocidente considera as medidas não militares como formas de evitar a guerra, enquanto a Rússia as considera armas de guerra.
Ao contrário das operações de informação, a Guerra de Informação não está definida na doutrina militar. A 'Guerra de Informação' engloba ações ofensivas e defensivas na dimensão informacional, destinadas a obrigar adversários a se submeter à vontade de um ator por meio do emprego de operações cibernéticas, operações psicológicas, guerra eletrônica, segurança de operações e dissimulação militar.
Um documento sobre estratégia russa de 2011, "Convention on International Information Security" ("Convenção sobre Segurança de Informação Internacional"), define Guerra de Informação como um "conflito entre dois ou mais Estados no espaço informacional com o objetivo de causar danos a sistemas, processos e recursos de informação, bem como a estruturas de vital importância e de outra natureza; minar sistemas políticos, econômicos e sociais; realizar campanhas psicológicas em massa contra a população de um Estado para desestabilizar a sociedade e o governo; e forçar um Estado a tomar decisões no interesse de seus oponentes".
Na tomada da Crimeia pela Rússia, em fevereiro de 2014, as ações de Guerra de Informação incluíram, entre outras atividades, "o envolvimento da população local por meio de entrevistas, (pesquisas de opinião) comícios de referendo e reuniões disseminação em massa de mensagens; corte de cabos de fibra óptica; desativação das instalações de canais de televisão ucranianos, substituindo-os por canais russos; ataques de guerra eletrônica contra sistemas de comunicações militares ucranianos; desfiguração de sites ucranianos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN); divulgação de gravações telefônicas e e-mails entre autoridades da Ucrânia, União Europeia e EUA; criação de sites falsos em que a Rússia visou organizações militares ucranianas utilizando as contas de redes sociais de seus integrantes; utilização de sites reais (Facebook, Twitter, Odnklassniki, Vkontakte) para espalhar o pânico e boatos; e ataques distribuídos de negação de serviço em que se enviaram milhares de mensagens de texto e chamadas telefônicas para os celulares de líderes militares e civis, a fim de impedi-los de se comunicar e responder às ações russas"
Os papéis das duas dimensões, operações letais e operações de informação, foram invertidos. Em vez de representarem uma operação de apoio, as campanhas de informação passaram a ser a operação apoiada.
2. DISSUASÃO RUSSA.
A dissuasão estratégica "é o conjunto de instrumentos, que utilizam o poder de influência (soft power) e poder coercitivo (hard power), mediante o emprego de ferramentas de (des)informação, cibernéticas, econômicas, militares e políticas, tanto ofensiva quanto defensivamente, de modo contínuo, independentemente de ser tempo de paz ou guerra, em busca de prevenir conflitos violentos, reverter a escalada de conflitos militares (ou cessá-los no início) ou estabilizar situações político-militares em (potenciais) (coalizões de) Estados de interesse adversários, em condições favoráveis para a Federação Russa".[2]
A dissuasão não cessa após a eclosão de um conflito. Ela continuará a empregar seus instrumentos ao longo de todas as fases de uma crise político-militar, na tentativa de controlar sua escalada e garantir condições favoráveis.
Conforme se observou desde a Crimeia até a Geórgia, o foco na dissuasão de nível mais elevado de forças convencionais e nucleares permitiu que a Rússia alcançasse seus objetivos nacionais por meio de uma variedade de instrumentos não letais.
Instrumentos não letais afetaram significativamente a capacidade das formações táticas para dissuadir ou vencer um conflito.
3 GUERRA DE INFORMAÇÃO: VISÃO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Embora a doutrina do Exército dos EUA assinale que "no conflito moderno, a informação passou a ser tão importante quanto a ação letal para determinar o resultado das operações", os integrantes de formações táticas têm uma capacidade limitada para compreender ou influenciar o ambiente informacional. Observe-se que a doutrina se baseia no pressuposto de que a guerra de informação só será executada nos níveis operacional ou estratégico. Isso é questionável, considerando o atual ambiente de ameaças. Como as formações táticas serão significativamente afetadas pela guerra de informação do inimigo independentemente da fase do conflito, elas devem ter a capacidade de entender e influenciar o ambiente informacional. Sem essa capacidade, os adversários continuarão a definir as condições da competição e conflito futuros.
O Exército dos EUA reagiu vagarosamente à guerra de próxima geração e está tentando recuperar essa defasagem, reestruturando seu Comando Cibernético com o objetivo de sincronizar as capacidades da Força para mudar a forma de condução a Guerra de Informação. Isso será realizado por meio da integração e emprego de diversas capacidades para oferecer aos comandantes opções para competir abaixo do nível do conflito armado.
Não obstante essa nova mentalidade, existem desafios para implementar essa diretriz no nível tático:
- "Falta de entendimento do ambiente informacional;
- Integração do ambiente informacional no processo operacional (Isso faz parte de um desafio institucional maior: a ideia de que a "vitória" só pode ser alcançada com operações de combate letais);
- Incapacidade de integrar multiplicadores de força;
- Coordenação ineficaz com parceiros civis;
- Relutância em reconhecer que a guerra de informação afeta a manobra; e
- Falta de instrução e treinamento contra guerra de nova geração".
4. RESUMO DAS IDEIAS APRESENTADAS PELO AUTOR, JAMES DERLETH,[3] DO ARTIGO BASE UTILIZADO NO TEXTO
A dicotomia 'guerra e paz' já não é um conceito útil para se pensar sobre segurança nacional ou operações táticas. Estamos em um estado de competição e conflito que é contínuo e dinâmico, pode alcançar seus interesses nacionais abaixo do limiar de conflito por meio de operações não letais centradas na Guerra de Informação.
Em um artigo publicado na revista militar russa Military Thought, I. Vorobyev e V. Kiselyov observaram: "A informação agora é um tipo de arma. Não apenas complementa ataques de fogos e manobras, mas os transforma e os une". Assim, "a informação vem se transformando em uma luta armada por si só".
Para derrotar ameaças multidimensionais, as formações táticas devem ser capazes de entender e influenciar o ambiente informacional. A natureza das ameaças emergentes (por exemplo, fogos de precisão de longo alcance, sistemas de defesa antiaérea em múltiplas camadas, drones, guerra eletrônica, ataques cibernéticos etc.) indica que as futuras operações militares serão conduzidas por unidades táticas. É por isso que, a Rússia tem modificado sua estrutura de força, passando de divisões para formações de escalões mais baixos (brigadas e batalhões).
A Rússia acredita que o êxito no atual ambiente operacional requer que as formações de escalões mais baixos tenham certa autonomia e capacidade para executar várias missões, porque os fatores citados anteriormente limitarão seriamente a possibilidade de que os escalões superiores lhes apoiem. Isso inclui "subunidades de guerra psicológica e de confronto informacional".
Até que o inimigo reconheça que o espaço informacional não é apenas uma dimensão de conflito, mas também o centro de gravidade, enfrentaremos duas claras alternativas: tolerar desafios não convencionais ou escalar tais desafios
Isso deixa os EUA em uma posição de enorme desvantagem contra adversários que têm utilizado a informação como arma para influenciar e moldar interações em diferentes domínios em apoio à manobra tática integrada de armas combinadas.
MAIS DADOS ENCOTRADOS NO LINK:
[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Ex-comandante do 2º BIS e da 17ª Bda Inf Sl, Chefe do EM do CMA, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES.
[3] A Guerra de Nova Geração Russa Dissuasão e vitória no nível tático, de James Derleth, Ph.D. Publicado na Military Review de Janeiro de 2021)
domingo, 24 de março de 2024
O BRICS E A ORDEM MUNDIAL DOMINADA PELO OCIDENTE.
O BRICS E A ORDEM MUNDIAL DOMINADA PELO OCIDENTE.
Ideias Para Discussão: END.
(Um trabalho de pesquisa)
Pinto Silva Carlos Alberto[1]
O funcionamento do BRICS foi um dos temas discutidos durante o encontro entre Lula e o presidente chinês, Xi Jinping.
O Brasil precisa de um projeto nacional. O BRICS seria uma aliança estratégica visando uma ordem mundial alternativa?
Verdade ou veleidade?
1. RÚSSIA.
Quando a União Soviética caiu, em 1991, a esperança dos liberais e democratas russos era a de que a jovem Federação Russa, dotada de uma nova economia de mercado e liberdades políticas, "voltaria à Europa".
Em vez de integrar a Rússia ao sistema euro-atlântico, os norte-americanos e os europeus ocidentais começaram a se proteger contra o potencial renascimento das grandes ambições de Moscou.
Forjou-se, para muitos russos, um cenário ideológico em que "o ocidente" é constituído de inimigos claramente voltados contra a "civilização russa".
A narrativa repousa em uma "identidade de vítima", na qual ela, Rússia, está sob constante ataque do Ocidente – político, cultural e territorial.
O principal objetivo político da Rússia, conforme descrito pelo Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, é ver o fim da ordem mundial dominada pelo Ocidente.
Para a Rússia, seria importante na defesa dos seus interesses uma ligação multilateral forte com os principais países da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).
A OCX pode favorecer a ambição geopolítica russa de abrir passagem desde o Sul do Cáucaso para mares quentes do Oceano Índico.[2]
2. CHINA.
A OCX representa mais da metade da população mundial e cerca de 25% do PIB global, além de reunir duas potências nucleares, Rússia e China, e outros dois países, Índia e Paquistão, também integrantes do seleto grupo de nove países detentores de armas nucleares. Na fila para a admissão como próximo membro pleno, está o Irã, outra das potências emergentes que estão balizando o novo cenário global multipolar.
Outros membros observadores são o Afeganistão, Bielorrússia e Mongólia, enquanto o Azerbaijão, Armênia, Camboja, Nepal, Turquia e Sri Lanka são parceiros de diálogo.
Essa "nova" política asiática da China corre o risco, entretanto, de ser um conto de fada para as pretensões da Rússia, ao depender demasiadamente da China, dada a atual prioridade chinesa para a conquista de maior influência na configuração global do poder, não pela via bélica e sim pela via dos mecanismos frios da economia, o que implica boas relações com parceiros ocidentais de peso, a começar pelos EUA e UE.
3. BRICS
É um dos poucos organismos globais não dominados pelo Ocidente.
Alguns índices econômicos apontam que os Integrantes do BRICS têm potencial para se tornarem economias dominantes em pouco tempo, juntos eles detêm 26,46% do território do planeta e, aproximadamente, 40% da população mundial. Além disso, um terço do produto interno bruto (PIB) do planeta.
A falta de sinergia entre os integrantes do BRICS se reflete em seus modestos laços econômicos – exceto quando se trata da China. Entre os parceiros comerciais da Rússia em 2020, a China ficou em terceiro lugar (11,3% do total) e a Índia em décimo (1,2%). No caso da China, apenas a Rússia (nona com 2,2 por cento) e o Brasil (décimo com 2 por cento) estavam no top10. A China foi o segundo parceiro comercial da Índia (9,2%), do Brasil (17,1%) e da África do Sul (12,8%). Os outros BRICS não figuram entre os dez maiores parceiros destes três últimos países, com exceção da Índia no comércio externo da África do Sul (quinto com 4,4%).
Devemos considerar que países membros individuais, em particular a China, são influentes, mas coletivamente a influência do grupo BRICS é mínima. Sua lassidão foi assinalada por acontecimentos recentes: a desaceleração do crescimento econômico chinês, as recessões na Rússia e no Brasil, o permanente atraso da Índia e a quase irrelevância da África do Sul.
Uma vez que os conceitos impalpáveis adquiriram fundamentos de verdadeiros, a ascensão dos países BRICS passou a expressar, para alguns, uma tendência maior a mudança do poder global do Ocidente para o Leste.
Chama a atenção, mais ainda, a alegação de que os BRICS formam a base de uma nova ordem multipolar. Isso é uma utopia. Mesmo quando se tem em conta a brevidade da existência dos BRICS, é evidente que não há uma grande unidade dentro do grupo para montar um desafio ao Ocidente ou instituições como o FMI e o Banco Mundial, ou a mudança do poder global do Ocidente para o Leste.
A ideia dos BRICS como uma ordem mundial alternativa está tão longe da realidade e nenhum de seus membros, à exceção da Rússia, deposita qualquer esperança nisso.
Os objetivos e aspirações dos países componentes dos BRICS são incompatíveis?
As principais preocupações da China estão em outro lugar, usa a geoeconomia para atingir
seus objetivos geopolíticos. A Índia tem assumido um perfil pragmático, participa do
QUAD[3], compra armas e petróleo da Rússia, consciente de restrições estratégicas como manter os Estados Unidos do seu lado, tendo os BRICS como prioridade secundária. As dificuldades crônicas do Brasil (Econômicas e de Poder Militar) e a tirania da distância limitam severamente sua influência para além da América Latina. E a presença da África do Sul é essencialmente para aumentar as credenciais globais do grupo.
4. CONCLUSÃO.
O BRICS tem grande importância estratégica para a Rússia na defesa do seu objetivo de ver o fim da ordem mundial dominada pelo Ocidente.
O grupo, notadamente, evoluiu desde sua criação, deixando de ser meramente um agrupamento de economias emergentes com previsão de crescimento econômico para se tornar um agrupamento político, no entanto ainda há um "longo caminho a percorrer" para que o BRICS faça frente aos países hoje considerados desenvolvidos, e busque o fim da ordem mundial dominada pelo Ocidente.
Fontes de consulta:
- Brics Importante Para Retomada Da Economia Brasileira, Dizem Especialistas.
- A ilusão da convergência — Rússia, China e os BRICS
Link: https://passapalavra.info/2017/03/111248//
- A Integração da Eurásia do Século XXI.
Publicado na DefesaNet em 14/05/2023
[1] Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Ex-comandante do 2º BIS e da 17ª Bda Inf Sl, Chefe do EM do CMA, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES.
[2] Índia, Paquistão e futuramente Iran.
[3] "QUAD", Diálogo de Segurança Quadrilateral firmado em 2007 entre Austrália, EUA, Índia e Japão.